Mercado & Malagueta

Finanças, Economia e seus temperos. Por Maria Gabriela Pereira.

Ouviu recentemente o comentário de Mauro Haldfeld sobre 13o. salário na CBN e fiquei decepcionada com a eterna repetição da fórmula.

Todo mundo já ouviu falar, pelo menos uma vez, que o ideal é usar esta renda extra para pagar dívidas mais caras, como juros do cheque especial, cartão de crédito etc. Depois, guardar o que sobrou, seja para fazer frente às despesas de início de ano, como IPVA, licenciamento, matrícula e material escolar e, se ainda sobrou um montante, investir em alguma aplicação que renda juros.

Não tenho nada contra este conselho. Ao contrário. Sou partidária dele.

Nessa época de festas, em que todo assalariado tem direito ao 13o. (sem esquecer das profissões que recebem bônus por performance), eu testemunho, com espanto, algumas profissionais pedindo ainda mais. Refiro-me a chamada “caixinha de Natal”.

Esta soma é pedida por vários tipos de profissionais nesta época do ano. Como o lixeiro, o carteiro, o zelador (se você reside em prédio), o vigia da rua (se você mora em casa), o homem que mede o consumo de energia e o homem que entrega sua conta de luz, dentre tantos outros.

Nessas horas, eu pergunto: Por que existe esta prática? Por que colabora-se com isso?

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  1. Eduardo disse,

    Se você me perguntar eu sou contra até mesmo os 10% do garçom. Afinal, ele recebe o salário dele para as atividades, seja muito ou pouco é o que ele aceitou para a execução do serviço. Impor os 10% em uma época em que os juros da poupança não chegam a 1% em 30 dias, deixar 10% em uma / duas horas no restaurante me cheira a rasgar dinheiro.

    Mas há no brasileiro um hábito de gastar mais do que o necessário e pior, sem poder. Pior ainda é que quem não contribui é taxado de sovina.

    Experimenta criar um caso no mercado por causa de 5 centavos do troco e veja a cara feia que lhe fazem. Mas deixe de pagar os mesmos 5 centavos e você não leva o que comprou.

    Enfim, eu acho que o brasileiro não tem mesmo pena do dinheiro e menos ainda de si.

  2. Francisco Amado disse,

    Eu não concordo com esta caixinha de natal.
    A pessoa já tem seu emprego e sua remuneração.

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