Mercado & Malagueta

Finanças, Economia e seus temperos. Por Gabriela Pereira.

Archive for February, 2008

Feb-28-08

A batalha dos Simuladores de Ações

posted by Bia

Dúvidas sobre corretoras e operações na Bolsa aparecem na grande maioria dos blogs e fóruns de finanças que conheço, mas são poucos os que aconselham qualquer aspirante a investidor: use um simulador antes.

Este ano parece que o mercado de simuladores ficou mais interessante com 2 sites atraindo aprendizes: a Folha (já conhecida por muitos) e o InfoMoney.ist2_4881494_financial_risk_xxl

O site de finanças InfoMoney divulgou a novidade no final de 2007, atrasou a inauguração, mas ganhou meu apreço não só pelo lay-out agradável, mas também pela facilidade de uso, informações e velocidade de resposta. Lá já estão cadastrados 2.658 usuários, mesmo tendo o primeiro ciclo para comparação com os demais jogadores se iniciando no próximo dia 1° de março.

O InfoMoney ainda promete análise gráfica e fundamentalista das empresas, assim como a publicação dos respectivos relatórios financeiros (balanços).

O FolhaInvest, subsidiado pelo jornal Folha de S. Paulo, apesar da tradição e da poluição visual, continua atraente por premiar os jogadores com cursos mensais e uma viagem anual. Revela um número impressionante de 37 mil usuários cadastrados até o momento.

As diferenças não param por aí. Ao contrário.

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Feb-25-08

O sweet spot dos bancos brasileiros

posted by Bia

Em recente estudo sobre os bancos brasileiros, o Goldman Sachs mencionou que o setor está, tal como em 2005, atingindo um novo sweet spot.

chocmoney1bSweet Spot é o nome que se dá a um patamar numérico no qual um indicador ou uma política prevê um balanço ótimo entre custos e benefícios - no caso dos bancos brasileiros, trata-se do cenário atual de aumento no volume de empréstimos e as crescentes taxas de juros. O termo é normalmente usado para demonstrar situações de dados econômicos ótimos (efetivos ou projetados para um futuro próximo).

Por exemplo: o nível das taxas de juros pode ser considerado um sweet spot se as pressões inflacionárias são mantidas sob vigilância, e não somente sobre o custo total do mercado. De modo similar, quando o nível de emprego é o bastante para estimular o crescimento da economia sem levar a altas taxas de inflação através de pressões salariais.

Assim, o setor bancário brasileiro, através de um recém crescimento secular e estrutural devido ao crescimento de financiamentos e das taxas de juros, demonstra uma elevação de margens, pode ser relacionado como um sweet spot. Também temos de considerar que há uma perspectiva do país alcançar o Investment Grade ainda este ano, o que deixa o setor ainda mais atraente.

De fato, o mercado bancário mundial parece seguir um cenário positivo, como demonstrou o humor das bolsas européias hoje pela manhã, mediante divulgação referente a  fusões e aquisições.

Vale agora acompanhar por quanto tempo o doce sabor do crescimento ficará no paladar bancário.

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Feb-20-08

Sublimação das Bolsas

posted by Bia

O comunicado de ontem a noite que mencionou a intenção de fusão por parte da Bovespa e da BM&F agitou analistas e investidores nesta manhã apesar de não garantir nada em definitivo.

Tendência mundial, fusões de bolsas, trazem vantagens a seus investidores, mas no caso brasileiro ainda descreve uma performance de ações para curto e médio prazo somente.

De fato, muitos investidores conhecidos seguiram a máxima de participar do IPO de ambas ou comprar logo no começo exatamente visando essa união.

Ou melhor: quem não participou do IPO da Bovespa aproveitou o da BM&F exatamente com esta meta, pois, em si, a BM&F tem pouca estabilidade em balanços para ser um ativo de risco interessante para se manter m carteira.

Assim, a alta de ambos os papéis realmente ferverá no mercado hoje e nos próximos dias que, acredito, culminará com uma decisão positiva.

Minha preocupação reside numa possível e improvável decisão negativa, pois o horizonte revelaria um prejuízo significativo a muitos.

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Feb-18-08

O Subprime ainda assusta

posted by Bia

A crise financeira mundial parece estar longe de dar sinais definitivos de resolução, vide a entrevista de hoje dada por Ben Bernanke, na qual o presidente do banco central americano - FED - admitiu a existência de perigosos riscos associados ao mercado imobiliário e ao de crédito.

Diante de especulações a respeito desta entrevista e atendendo ao pedido do Alfredo Said no último post, é relavante explicar o que significa subprime e o ciclo de avaliação de crédito que deixou o mercado nas condições atuais.

Subprime é uma classificação que se dá a um tomador pessoa física com uma história creditícia limitadora e/ou questionável (os limites podem incluir desde históricos de atrasos até problemas de bloqueios antigos de bens). Essa classificação é feita numa escala de pontos dados chamada de Credit Score. Ao se chegar a um resultado, verifica-se, por exemplo, se um empréstimo vai ser concedido ou não a uma pessoa e/ou determinar o montante a ser financiado. Aproximadamente 25% das hipotecas são classificadas como subprime.fallinghouse

De vez em quando alguns tomadores podem ser classificados como subprime apesar de terem um bom histórico de crédito. A razão é que os tomadores não providenciam documentos de comprovação de receitas ou de ativos durante o processo de avaliação. Portanto, o subprime permite acesso de pessoas ao crédito para obter carros, imóveis e cartões de crédito mediante detalhes como altas taxas de juros, taxas excessivas e curtos períodos de financiamento.

A crise se deu quando, no começo de 2006, com taxas de juros crescentes para hipotecas que muitos empréstimos tiveram um atraso maior no pagamento, diminuindo o lucro dos bancos americanos.

Sem a possibilidade de refinanciamento muitos tomadores continuaram com os atrasos em 2007 e os bancos - para não aumentar o prejuízo - passaram a diminuir sua participação no mercado de financiamento, gerando uma crise de oferta e demanda na área, pois além da linha tomada originalmente, produtos derivados como seguros estão inclusos nos montantes do subprime. Estes seguros, vendidos no mercado secundário, foram usados a ponto de contar bilhões de dólares em obrigações de dívida com grande possibilidades de não serem pagas.

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