A Real Novela
Desde que começaram as ofertas de bancos estrangeiros há cerca de um mês e meio, tenho acompanhado com certa curiosidade as notícias sobre o Banco ABN - já que sou cliente da divisão Van Gogh.
Quando ouvi sobre o interesse de compra por parte do Itaú eu estava simplesmente disposta a fechar minha conta na hora - todo mundo que me conhece sabe o quanto eu odiei ser cliente do Itaú em 3 épocas diferentes da minha vida (por sorte agora se escolhe em que conta seu salário vai ser depositado).
Refleti muito quando ouvi sobre o interesse do Barclay’s, pois mundialmente tal estratégia poderia ser deveras significativa, mas nacionalmente a lógica da desistência faz-se entender.![]()
Até que, esta semana, surgiram notícias de que o Santander teria vencido a disputa. O bizarro da novela foi a posição do CADE em julgar a respeito. Tal fato só me mostrou que este país não é sério - como é que um banco pode comprar outro no mundo inteiro e no Brasil não? O que o CADE quer mostrar com isso?
Infelizmente nunca fui cliente do banco espanhol - somente troquei dólares por pesos (sim, antes da era Euro) numa viagem a Espanha - o que não me dá uma boa posição para falar com certa propriedade. E, claro que eu temo pelo que possa acontecer com os serviços, já que é conhecido que o Santander cobra mais caro por seus serviços e possui mais reclamações de seus clientes que o Real.
O fato mais importante é que o mercado bancário brasileiro está em mudança. Os players estão atentos às mudanças na participação - vulgo market share. Cabe agora saber se os clientes vão se dar bem ou não diante de tantas transações - imagino a confusão em que devem estar os clientes do Sudameris (que foram recém adquiridos pelo ABN e agora passam por outra mudança).
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