Nem tudo está positivo na Positivo
Como complemento mais técnico e financeiro ao artigo de minha autoria no Meio Bit, a entrevista concedida hoje pelo presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg ressalta que o mercado brasileiro de informática ao varejo realmente tem chances de crescimento significativo até o final do ano. ![]()
Eu ressalvo o termo ”chances”, pois a atual oscilação do dólar - partes e peças de computadores são dolarizadas e acarretam um risco maior -, faz com que se preste mais atenção ao mercado, já que os preços de notebooks, por exemplo, podem ter alcançado seu limite.
Também há de se considerar que, diante de concorrência acirrada, pode haver pressão sobre as margens de lucro, pergunta esta que o presidente da Positivo desconversou sobre o assunto quando questionado pela jornalista da Bloomberg e somente se ateve a dizer que a alta recente do dólar não afetou suas margens e que está apostando num câmbio a $1,80.
Mesmo que a negociação das ações da Positivo Informática tenham feito história no ano passado, ao captarem R$ 604,1 milhões - com demanda diversificada e sólida base de investidores institucionais e de varejo (com 18.466 pessoas físicas, o maior número de investidores em um IPO desde 2004, segundo a Bovespa) e a empresa já estar num programa de recompra de ações, a entrevista deu a entender que a empresa pode ter sua capacidade instalada atualmente no nível máximo para se preparar para as vendas do último trimestre de 2007.
Agora falta saber como o mercado consumidor vai reagir.
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