Esta semana ouvi na rádio CBN (infelizmente este conteúdo só está disponível em áudio, por isso o link vai somente para a página geral) sobre o novo foco da Caixa Econômica Federal para financiamento da Casa Própria, sem falar na CDHU.
Anteriormente a Caixa só concedia este tipo de finaciamento a Pessoas Físicas com rendimento inferior a poucos salários mínimos, ou melhor, às classes D e E - e, como a maioria desta parte da população trabalha no mercado informal, dizem que é deveras trabalhoso conseguir aprovação.
Burocracia a parte, a novidade é que agora pessoas com renda entre R$ 3.900,00 e R$ 4.900,00 também poderão buscar este novo financiamento habitacional com taxa de juros anual de 6,5% se o imóvel em questão valer até R$ 100 mil.
Para comparar - já que não encontrei um simulador no site da Caixa - pesquisei em outros bancos, com os seguintes parâmetros fictícios:
- Financiamento pelo SFH
- Renda familiar de R$ 3.900,00 mensais (por ser o menor valor no informe)
- Imóvel novo no valor de R$ 100 mil
- Prazo de pagamento de 120 meses (10 anos)
- Prestações Fixas
No HSBC, 80% do imóvel poderia ser financiado, a uma taxa de juros de 7,7208% ao ano. A prestação mensal de R$ 1.181,39, com alguns encargos, seria de R$ 1.221,87, mas a renda tem de ser de, no mínimo, R$ 4.072,90.
O Itaú, diante dos mesmos 80%, determina juros de 18,22% a.a., prestações mensais de R$ 1.439,08 (já com encargos) e a renda sugerida para efetuação do financiamento tem de ser de R$ 4.796,93.
O Bradesco, também com 80% do valor do imóvel financiado, declara uma prestação de R$ 1.192,49, embora peque por não informar se existem encargos sobre este valor nem informa a taxa de juros em seu simulador, embora tenha divulgado ao mercado a taxa de 12,5% ao ano.
O Unibanco não permite financiar 80% do valor do imóvel em seu simulador. E, no Banco Real, o simulador estava fora do ar - talvez por ser domingo.
Diante de tantos dados, ficam algumas dúvidas no ar: quanto tempo e quanta burocracia leva para efetivar um financiamento destes? Tudo isso cabe no seu bolso? E, principalmente, onde na cidade de São Paulo existem imóveis de até R$ 100 mil?
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