Super Receita - nada de super
A Super Receita, tão comentada na mídia e discutida em vários âmbitos da sociedade, entrou em vigor esta semana, mas não parece ter sido muito bem esclarecida ao público em geral.
Trata-se simplesmente da união de dois órgãos públicos: a Receita Federal - aquela para qual você entrega seu Imposto de Renda - e a Receita Previdenciária ou Previdência Social - aquela para onde vai o seu FGTS e serviu como fonte de Nicolaus e Jorginas.![]()
Em tese este novo órgão vai fiscalizar, arrecadar e fazer as normas dos impostos federais para diminuir sonegações ao unir dados e melhorar o antedimento do INSS, entre outros.
Uma das maiores vantagens é a possibilidade de um encontro de contas credoras e devedoras de impostos federais para empresas. Ou seja, se uma empresa está na ilegalidade por não pagar sua parte na Previdência, mas possui crédito de um imposto federal como o IPI, pode simplesmente unir os dois saldos e sair feliz com o Fisco.
Para as pessoas físicas, apesar da lista de vantagens descrita pelo governo, estou bem cética quanto a efetiva produtividade no dia-a-dia. Afinal, terá a Super Receita maquinário (softwares e hardwares) para isso? E com que qualidade? As unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro já sinalizaram que só vão conseguir em Agosto próximo.
Enquanto isso, continuaremos com uma das maiores cargas tributárias do mundo, cujo retorno sobre o investimento não vale a pena ser calculado por questão de imaterialidade - ou seja, valores irrisórios.
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