Mercado & Malagueta

Finanças, Economia e seus temperos. Por Maria Gabriela Pereira.

Vi outro dia uma entrevista do presidente do Serasa no canal da Bloomberg dizendo que achava pouco o fato de o Brasil só ter 33% do PIB em crédito PJ. Ele deveria estar comparando o percentual do Brasil com o dos Estados Unidos e de países fortes da União Européia para afirmar que o mercado brasileiro de crédito tem muito espaço para crescer.

Eu realmente questiono esta posição, já que vejo que além do crédito para pessoa jurídica, o crédito à pessoa física atrai cada vez bancos e outras instituições financeiras, mas o Brasil ainda não é capaz de ensinar como realmente usar o dinheiro de modo mais inteligente à maioria das pessoas, vide o fato de as taxas de inadimplência terem aumentado consideravelmente nos últimos anos. 

Há uma enorme gama de opções de se obter crédito, mas as pessoas estão cada vez mais endividadas, às vezes por não saber lidar com dinheiro, outras vezes por tomar empréstimos e financiamentos (dentre eles o famoso crediário de lojas de varejo, financiamento de bens, imóveis etc) que não conseguem pagar.

Se você está no vermelho, usando o limite do cartão de crédito e do cheque especial, pesquise a fundo as opções de re-financiamentos no mercado (pretendo escrever um post sobre cada modalidade ao longo do tempo). Renegocie suas dívidas sempre visando terminá-nas no menor tempo possível e/ou com as menores taxas de juros.

E, principalmente, não tenha receio de buscar soluções, de perguntar para outras pessoas como superaram suas crises monetárias. É fundamental enfrentar a situação e dispor-se a pagar do que ignorar e deixar a dívida aumentar cada vez mais diante dos juros do mercado (mesmo que a taxa básica de juros tenha diminuído esta semana).

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  1. Mais alguns números… : Seu dinheiro - Investimentos, poupança, ações disse,

    [...] Entra em cena o spread, ou spread bancário, que é a diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e a quanto ele empresta esse mesmo recurso a terceiros (empresas, pessoas etc). Ainda que a taxa básica de juros (SELIC) tenha caido de 19,75% para 13% entre setembro de 2005 e fevereiro passado, o spread mexeu-se pouco, indo de 29,4% para 27,6%. Deixando de lado o “economiquês”, isso significa que os bancos ainda cobram caro para emprestar dinheiro, ainda que os custos para adquiri-lo tenham baixado bastante. Ou seja, eles continuam faturando (e muito) com nossa insistência em financiar e usar dinheiro dele emprestado. Que tal começar a usar mais o pagamento à vista? A Bia, do blog Mercado & Malagueta, deixa sua opinião sobre crédito e empréstimos. [...]

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