Provisione Previsões
Previsões financeiras, assim como as metereológicas, são exaustivamente discutidas no mundo todo. Muitas se baseiam em dados estatísticos para justificarem futuros comportamentos de tendências.
De fato, analistas financeiros costumam fazer previsões e muitos são famosos por seus acertos.
Eu mesma fiz uma pequena previsão em meu artigo sobre a Petrobrás no dia 21 de fevereiro. Não sugeria comprar naquele momento - embora a grande maioria insistisse no contrário - e completei ao dizer que achava que o valor de baixa ainda estava por vir.
O mais engraçado foi que, no dia seguinte do post, as benditas ações da Petrobrás fecharam em alta. Todo mundo comprou. Acreditou-se que aquela era a baixa para se comprar e esperar a alta. Dei risada da previsão com alguns amigos e discuti um pouco com o Ramon (esta tomou espaço dos blogs de ambos).
Ontem, depois do Efeito China, fui conferir quieta as ações da Petrobrás e as minhas posições em outras ações - gostei de ver que só não perdi dinheiro ontem com o Submarino.
Hoje, claro, tive outros amigos me dizendo: “Ah! Aquela sua previsão da Petrobrás se concretizou!”. Chegaram a me chamar de bruxa, pois uma previsão minha de baixa para a Petrobrás acabou gerando baixa no mundo todo!
Será que simplesmente acertei uma previsão? Ou será que as variáveis incontroláveis do mercado fizeram com que a minha leve previsão se tornasse realidade? Ou seria melhor considerar que foi pura casualidade, já que, estando tudo em baixa, as ações da Petrobrás também estariam?
Enfim, por mais que você ouça variáveis e dados sobre tendências pense sério sobre uma previsão. Trata-se de especulação, chute e passível de ser distorcida. Analistas que acertam previsões ficam visados, analistas que erram caem no esquecimento, porque a humanidade adora uma previsão.
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