Mercado & Malagueta

Finanças, Economia e seus temperos. Por Maria Gabriela Pereira.

Feb-27-07

O Efeito Panda

por Bia

Hoje, o grande urso chinês esticou suas garras ao mundo ao arrastar sua performance negativa para todas as bolsas de valores, demonstrando que o maior consumidor mundial de commodities fez valer o pior lado da globalização.

Simplesmente porque investidores realizaram suas ações, há expectativa quanto ao resultado do PIB chinês amanhã e também um temor de que haja uma medida governamental na tentativa de desaquecer a economia.

O Efeito Panda se alastrou por todas as bolsas de valores, acrescentado por declarações de uma possível recessão americana – o dia de hoje teve até um atentado a uma base no Afeganistão – e, claro, influenciou a Bovespa (queda de 6,63%), aumentou a cotação do dólar americano e disparou o Risco-Brasil.

Mesmo que Guido Mantega acredite que não afetará o país, alguns analistas mundiais pedem cautela – a inflação americana registrou alta inesperada – outros dizem que é uma crise passageira – tanto que há uma expectativa de nova baixa na taxa de juros americana.

Nestas horas eu só posso dizer aos homebrokers da Bovespa: espero que tenham deixado suas ordens de stop prontas para ocasiões como esta, pois num dia como hoje, até o simulador de ações da Folha terminou o dia fechado e fora do ar.

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  1. Nelson disse,

    Olá Bia,

    Tem como a economia mundial absorver esse gigante chamado China, sem que sofra sobressaltos preocupantes para cada espirro deles?

    Abraços e sucesso.

  2. Bia disse,

    Nelson,

    acredito que tanto a China quanto os Estados Unidos podem afetar sim o desempenho de todos os demais países.

    A China por estar finalmente chegando ao século 21, com explosões de necessidades de infra-estrutura, é foco de investidores estrangeiros de toda a parte. Todos temem que seja um crescimento desenfreado, que gere um certo desequilíbrio econômico (inflação, maior desigualdade social etc), mas ao mesmo tempo todos querem um pedaço do potencial chinês.

    Os Estados Unidos continuam como a economia que impulsiona o mundo, por seu mercado consumidor amplo e seu mercado financeiro estruturado – mais do que a União Européia.

    A questão está mais em: quanto uma crise na China afeta a vontade do investidor de ficar com seus investimentos lá e investir ou não nos demais países, sejam emergentes ou não?

    Afinal de contas, diante de crises especulativas é normal ver uma tendência de investidores estrangeiros serem mais conservadores e aplicarem em investimentos menos arriscados e mais tradicionais.

  3. Caio Proiete disse,

    Muitos “homebrokers” como você diz, que operam à curtíssimo prazo não puderam se valer das ordens de stop ontem… Muitos papeis abriram já com um gap de baixa enorme, e quem tinha o stop curto, mesmo que acionado, não conseguiu vender a posição.

    Coitado também de quem opera compra de opções à seco. Veja PETRC44 por exemplo.

    De qualquer forma, hoje deve ser um ótimo dia para compras, também de curtíssimo prazo.

    A China já tentou dar uma acalmada no mercado:
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u114777.shtml

    Abraços,

    Caio Proiete
    http://www.pdaexpert.net

  4. Bia disse,

    Caio,

    vamos esclarecer uns conceitos (já que meu plagiador anda querendo briga): Home Broker é o nome do sistema que uma pessoa física (chamado homebroker – desta vez a palavra vem unida) utiliza para acessar pela internet sua corretora de modo a operar na bolsa.

    Mais detalhes em: http://www.bovespa.com.br/Mercado/RendaVariavel/Homebroker/HomeBroker.asp

    De qualquer modo, concordo com você que diante de uma correria de baixa, muitos acabam ficando sem vender mesmo.

    Como todo investidor, torço para que a China não tenha mais este problema. Mas como estudiosa, sei que infelizmente isso pode acontecer – e, a qualquer hora.

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