Mercado & Malagueta

Finanças, Economia e seus temperos. Por Gabriela Pereira.

Ao decidir-se por um investimento, muitas pessoas esquecem-se de algumas considerações: é preciso ter disciplina, ou seja, deve-se seguir rigorosamente limites (quando começar, quando inserir mais dinheiro, quando sair da aplicação) e, principalmente, é preciso aprender a economizar.

Conheço pessoas que gastam mais do que ganham. Para estas, o melhor é aprender a controlar os impulsos, as contas e planejar mais.

Também conheço pessoas que tem dinheiro sobrando e, por mais dedicadas que sejam a seus investimentos, ainda assim não sabem economizar (aqui evito o termo poupar - pois este termo me remete a cardeneta de poupança), pois não priorizam algumas metas.

Uma pessoa que aplica uma parcela de suas receitas, mas gasta bem, não está de fato economizando. Então pergunte-se: O que vale mais a pena? A viagem para o exterior (usando todo o limite do cartão de crédito) pela segunda vez no ano ou ficar em casa estudando mais sobre finanças?

É de fundamental importância ter em mente que, se você economiza para aplicações interessantes apesar dos gastos, no fundo, só está se mantendo um comportamento gastador com um pouco mais de inteligência.

Por isto, pense um pouco mais - você está no caminho certo, mas não deveria se justificar dizendo que segue o conselho de “Pague-se Primeiro” o que o livro Pai Rico, Pai Pobre menciona. 

Não deixe-se levar por todos os impulsos do consumismo.

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  1. Paulo disse,

    Gabi,

    você está me parecendo cada vez melhor, olha que eu ainda vou precisar de uma consultoria!

    Bj,

    Paulo

  2. Paulo disse,

    Gabi,

    Vale a pena uma viagem ao exterior depois de dar muitas aulas de Inglês(hehehe) e é claro, economizando.

    visite: http://englishcaffe.blogspot.com/

    bye, bye..

    Paulo

  3. Alexandre disse,

    Olá Gabi.

    Lendo o seu texto lembrei de ter lido o livro Pai Rico, Pai Pobre e de uma dúvida que tive com a leitura. O autor menciona alguns recursos legais que permitiriam, por exemplo, o diferimento da cobrança de imposto de renda na venda de imóveis se o valor for usado para compra de outro imóvel. Outro recurso é o uso de uma Sociedade Anônima como escudo para eventuais intempéries.

    A minha dúvida é: Existe alguma coisa equivalente aqui no Brasil? Pelo que eu saiba a legislação do Imposto de Renda é bastante restritiva; não acredito que seja possível usar o expediente do diferimento aqui. E, a estrutura das Sociedades Anônimas no Brasil é um mastodonte proibitivo para qualquer pessoa comum. As sociedades anônimas mencionadas no livro são equivalentes às brasileiras ou existe algum outro tipo de sociedade equivalente?

    Parabéns pelo blog. Sucesso para você.

  4. Bia disse,

    Alexandre,

    Existe sim um modo de diferir o imposto de renda no Brasil para esta mesma opção de vender um imóvel para comprar outro. Assim como benfeitorias em imóveis de terceiros se você vive de aluguel.

    Embora a lei da sociedade por ações (antiga sociedade anônima) seja bem complexa e um tanto complicada, não é proibitiva no Brasil. O fato restritivo são os impostos no Brasil, já que aqui cobra-se imposto na venda, na receita, no lucro, na distribuição do lucro e em transações financeiras.

    Felizmente as leis para sociedades por ações são semelhantes entre a brasileira e a do livro. Infelizmente aqui é incrivelmente mais burocrático fundar e manter uma empresa assim do que em muitos países do mundo.

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